Disbiose Intestinal: será que o intestino da maioria da população está realmente saudável?

O intestino está entre os órgãos mais importantes no organismo. Porém, muitas vezes não damos a atenção necessária a esse órgão tão importante para o controle do nosso organismo. Considerado como nosso segundo cérebro, ele além de ser responsável pela reabsorção de água e nutrientes e pela eliminação de resíduos, é também responsável pela produção de grande parte da serotonina (hormônio do prazer e bem-estar) e de algumas vitaminas e também contribui significativamente para a nossa defesa imunológica.

O intestino funciona como um filtro, capaz de permitir ou impedir a entrada de determinados nutrientes e, até mesmo, de substâncias que podem ser prejudiciais para a nossa saúde. Porém, quando suas paredes estão prejudicadas e há um desequilíbrio entre as bactérias protetoras e agressoras do intestino, ocorre a disbiose intestinal.

A disbiose intestinal, um desiquilíbrio da flora bacteriana intestinal que reduz a capacidade de absorção dos nutrientes causando carência de vitaminas, tem como principais causas dois lados: um medicamentoso (uso frequente e indiscriminado de antibióticos, antiácidos, corticosteroides, laxantes), outro fisiológico (alimentação pobre em fibras e nutrientes, a pouca ingestão de água, má digestão, consumo em excesso de açúcar, gorduras, proteínas e alimentos refinados, estresse crônico e deficiência de vitaminas e minerais).

A disbiose, geralmente, provoca sintomas como náuseas, gases, queda de cabelo, enfraquecimento das unhas, sensação de estufamento e distenção abdominal, diarreia frequente ou prisão de ventre severa (alteração no ritmo intestinal), dores de cabeça, cansaço, irritabilidade. Como a disbiose altera o sistema imunológico, esse distúrbio pode levar inclusive ao surgimento de doenças mais graves: de candidíase de repetição (nas mulheres) a doenças autoimunes (tireoidite de Hashimoto, Lupus, artrite reumatóide) e até mesmo câncer.

Mas a disbiose intestinal tem cura e é possível evitar o problema tomando algumas precauções na rotina, especialmente através de uma reeducação alimentar.

A avaliação dos sintomas deve ser feita por um médico, sendo necessária também uma consulta com um nutricionista para avaliação dietética, focada para a causa, tratamento e melhora dos sintomas.

O tratamento é feito por meio de suplementação e alimentação correta, que deve incluir alimentos que garantam o crescimento e a reprodução das bactérias benéficas ao intestino. É recomendada a inclusão de fibras solúveis, insolúveis, amido resistente e oligossacarídeos na dieta, encontrados nos alimentos de origem vegetal, como a cebola, a banana, talos, raízes, folhas e sementes de diversos vegetais.

O aumento dos casos de disbiose alerta-nos para a má alimentação da população brasileira, que não consegue consumir o mínimo recomendado de frutas e verduras. Dessa forma, será que o intestino da maioria da população está realmente saudável?

Disbiose Intestinal: será que o intestino da maioria da população está realmente saudável?

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